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Matéria do Jornal do Brasil, revista Vida, Ano 1, 6 de novembro de 2004.
Há 20 anos, Doris Barki Israel descobriu que não queria mais ser pneumologista. Estava frustrada, tratava de seus pacientes, eles melhoravam, e meses depois estavam de volta no consultório.
Pensando em um tratamento global, Doris fez pós-graduação em homeopatia. O primeiro paciente que se beneficiou de seu novo olhar sobre a medicina foi seu filho alérgico, que se curou. A homeopatia abriu-lhe as portas para a terapia ortomolecular e outros tratamentos de saúde, como a hidrocolonterapia, a nutrição celular endovenosa, a ozonioterapia e diferentes massoterapias. Em seu Centro Integrado de Medicina, empresários, artistas e donas de casa fazem um programa de desintoxicação, nutrição e relaxamento. Um oásis para quem não suporta mais viver sob o intenso estresse da vida atual.
* Como a homeopatia mudou a sua vida?
Vi que era possível tratar o indivíduo como um todo, ver a alma daquela pessoa. Consegui criar laços de maior empatia e confiança. Na homeopatia, não existem doenças, mas doentes, que precisam superar traumas, bloqueios e medos, que precisam amadurecer, melhorar a auto-estima, a autoconfiança.
* Como você passou para a ortomolecular?
Depois de 15 anos, quis ir além. Comecei a estudar, freqüentar congressos e, nos EUA, conheci a ortomolecular endovenosa, um complexo de vitaminas, minerais e aminoácidos com a finalidade de aumentar a molécula universal de energia (ATP). Uma maneira de aumentar a capacidade antioxidante do indivíduo.
* Não há nenhuma contra-indicação?
Só se você tiver sensibilidade alérgica a algum desses nutrientes. Perde-se a capacidade anti-oxidante com o ar poluído, a alimentação inadequada, dando chance à produção dos radicais livres. Todas as doenças aumentam a produção dos radicais livres e, assim, as células vão perdendo a função, predispondo ao envelhecimento precoce e a doenças cardiovasculares, imunológicas e degenerativas.
* E do que se trata a hidrocolonterapia?
O aparelho faz a limpeza intestinal, através de uma sonda indolor que retira o material fecal antigo. A gente trata do intestino como o segundo cérebro. O intestino produz 70% da serotonina, independente do cérebro, que produz apenas 30%. A expressão antiga: "Essa pessoa é enfezada", quer dizer que ela não tem serotonina. O material antigo asfixia as células e o organismo. Devíamos ser iguais aos bebês: comer e ir ao banheiro.
* Mas dá tempo?
Hoje em dia, com o estresse, as pessoas não têm tempo de ir ao banheiro. O intestino gosta de horário. Não haveria grande incidência de câncer intestinal se a gente deixasse o nosso biológico agir. A hidrocolonterapia faz com que o material preso se solte, e assim você se livra daquele material tóxico, que leva à desbiose. Problemas de gases, fermentação, azia e má digestão são ocasionados pela alteração da flora intestinal. Perdem-se quatro quilos, em média, do volume do abdômen, e não tem contra-indicação, a não ser os que sofrem processos obstrutivos. No fim, os pacientes agradecem aliviados.
O que é a ozonioterapia?
A ozonioterapia desintoxica a pele no banho. Fazemos uma descamação com cristais antes do banho de ofurô, que dura 20 minutos. A limpeza e a energização dão uma sensação de bem-estar muito diferenciada. Funciona como uma sauna. A pessoa sua muito, elimina toxinas e se nutre com oxigênio, que é bactericida.
* Quais são os profissionais mais estressados?
Todos os empresários, diretores, executivos. Eles não têm tempo para nada, nem para deixar a doença se exteriorizar. As doenças dessas pessoas são emocionais, afetando o sono, o intestino, levando à depressão e a ansiedade. Quando chega ao físico já é câncer ou doença degenerativa circulatória.
* E as crianças?
Às vezes, o ambiente está tão contaminado, que precisamos fazer uma cura familiar. Sugiro que a mãe se trate primeiro, porque o nível de ansiedade é tal, que adoece aquele filho. A criança é muito pura, não deveria ficar doente. Hoje, elas estão muito abandonadas. Os pais são muito exigidos, mas quando estão em casa, em vez de ficarem com os filhos, preferem cuidar do cabelo ou ficar no computador. E a criança continua ali sendo tratada por terceiros, o que gera um grande sentimento de rejeição. Muitas chegam aqui cheias de eczemas e, em 100% dos casos são vítimas de abandono, prosmicuidade...
* Como Assim?
Mães separadas, que a toda hora têm um namorado dentro de casa... Acho que deveria haver mais consciência do adulto. Isso é um ato de agressividade. A alimentação enlatada, muito fast food, também é errada. Existem mães que nem sabem o que os filhos estão comendo. Pegam a bolsa de manhã e saem. Cuidar dessa mãe faz parte do tratamento. Ela faz isso por ignorância. Em um ambiente de harmonia, onde a criança é importante, ela não adoece.
* Você percebe os problemas imediatamente?
Vejo, da porta, as olheiras. As pessoas dormem mal, os problemas são muitos. Uma dona de casa tem que conciliar tantas coisas... Quando ela coloca a cabeça no travesseiro, não consegue relaxar. Com uma gota de sangue do paciente vejo o índice de radicais livres. Quando são muitos, tenho certeza de que essa pessoa está com uma doença grave. Recomendo que ela se hidrate melhor, coma mais fibras, faça exercícios físicos.
* É perceptível o rejuvenescimento do paciente?
Sim, ele mesmo diz que está dormindo melhor, sonha - o que antes não acontecia -, tem mais disposição. Tem gente que não tem disposição para nada, vive se arrastando, sem alegria nenhuma. Os níveis energéticos da pessoa começam a mudar, a se ampliar.
* As pessoas estão muito doentes?
Estão, infelizmente. Elas não têm tempo para se dar conta disso. O equilíbrio é a palavra-chave. A pessoa precisa se balancear e, como resultado disso, terá a sensação de bem-estar, mais saúde, domínio da vida. Precisa ter autoconfiança, porque, senão, faz o que os outros querem, concessões contra ela mesma. Quando vai ao médico é porque está no limite, porque ninguém quer gastar dinheiro com médico. Aqui o cliente pode fazer um programa passando por atividades como hidrocólon, massagens, pedras quentes, nutrição com um complexo de vitaminas e minerais, entre outros.
* Qual é o futuro?
O futuro é fortalecer o indivíduo para enfrentar o estresse, que não vai mudar. Temos que frutificar e fazer copa para que as aves do céu pousem. Internamente somos muito bonitos, precisamos nos desintoxicar para perceber a luz de Deus. É isso que vai nos segurar.
Matéria do Jornal do Brasil, revista Vida, Ano 1, 6 de novembro de 2004.